sexta-feira, março 03, 2017

Sobre a nova animação do Ducktales



Ainda não acredito que estão tentando estragar a melhor animação de aventura da minha infância. Que coisa feia Disney, se Walt ainda estivesse vivo não permitiria essas animações com traços tão preguiçosos.

quinta-feira, março 10, 2016

Sábias palavras do grande Jon Foreman



“Para ser honesto, esta questão me entristece, porque sinto que ela representa um problema muito maior do que simplesmente algumas músicas do Switchfoot. Na verdadeira forma socrática, deixe-me lhe fazer algumas perguntas: Lewis ou Tolkien mencionam Cristo em qualquer de suas séries de ficção? As sonatas de Bach são cristãs? O que é mais semelhante a Cristo, alimentar os pobres, fabricar móveis, limpar banheiros ou pintar um pôr do sol? Há um cisma entre o sagrado e o secular em todas as nossas mentes modernas.
A visão de que um pastor é mais “cristão” do que um treinador de um time de voleibol feminino é falha e herética. A posição que um líder de adoração é mais espiritual do que um zelador é condescendente e falha. Essas vocações e propósitos diferentes demonstram ainda mais a soberania de Deus.
Muitas canções são dignas de serem escritas. Switchfoot escreverá algumas; Keith Green, Bach e talvez você mesmo tenha escrito outras. Algumas dessas canções são sobre redenção, outras sobre o nascer do sol, outras sobre nada em particular: escritas pela simples alegria da música.
Nenhuma dessas músicas nasceu de novo, e nesse sentido, não existe tal coisa como música cristã. Não. Cristo não veio morrer por minhas músicas, ele veio por mim. Sim. Minhas músicas são uma parte da minha vida. Mas, julgando pelas Escrituras, só posso concluir que o nosso Deus está muito mais interessado em como eu trato os pobres, os quebrantados e os famintos, do que com os pronomes pessoais que eu uso quando eu canto. Eu sou um crente. Muitas dessas músicas falam sobre essa crença. A obrigação de dizer isso ou fazer aquilo não soa como a gloriosa liberdade que Cristo morreu para me dar.
No entanto, eu tenho uma obrigação, uma dívida que não pode ser quitada por minhas decisões líricas. Minha vida será julgada por minha obediência, e não por minha capacidade de limitar as minhas letras nessa ou naquela caixa.
Todos temos vocações diferentes; Switchfoot está tentando obedecer ao que fomos chamados. Não estamos tentando ser Audio Adrenaline ou U2 ou POD ou Bach; estamos tentando ser Switchfoot. Uma canção que tem as palavras “Jesus Cristo” não é nem mais nem menos “cristã” do que uma instrumental (já ouvi muita gente dizer “Jesus Cristo” e não estavam falando sobre o seu redentor). Jesus não morreu por nenhuma de minhas músicas. Portanto, não há hierarquia de vida ou músicas ou ocupação, só há obediência. Temos um chamado para tomar a nossa cruz e seguir. Podemos ter certeza de que essas estradas serão diferentes para todos nós. Assim como você tem um corpo e cada parte tem uma função diferente, assim também, em Cristo nós, que somos muitos, formamos um só corpo e cada um de nós pertencemos uns aos outros. Por favor, seja lento em julgar “irmãos” que têm um chamado diferente.”

segunda-feira, outubro 20, 2014

Segregar é mais fácil que congregar

Texto retirado do blog: http://thiagomsilva.wordpress.com/2012/03/19/segregar-e-mais-facil-que-congregar/

abraço-6
Hoje eu gostaria de compartilhar com você a diferença entre congregar e segregar, e alguns perigos que, geralmente a igreja tem cometido hoje em dia. A palavra CONGREGAR significa: convocar, reunir, agregar, juntar, e ainda, existir simultaneamente. Já a palavra SEGREGAR significa:  Separar nitidamente com o fim de isolar e evitar contato, afastar-se, pôr-se à margem de; isolar-se. Essas são algumas definições que o dicionário traz para essas duas palavrinhas. Mas porque estou dizendo isso?
O propósito da Igreja é glorificar a Deus através da vida de cada cristão, e cada pessoa que é chamada por Deus, passa fazer parte da Igreja, do Corpo de Cristo. Essa ideia de Corpo é muito presente na Bíblia, pois o corpo só tem sentido e só funciona, quando todas as partes estão trabalhando em harmonia. Por isso, um dos nomes pelo qual a igreja é também chamada é CONGREGAÇÃO. O culto só tem sentido quando o povo congrega, ou seja, se reúne com o único propósito de adorar e glorificar a Deus.
Embora nosso relacionamento com Deus seja pessoal, a vontade de Deus para nós é que vivamos como Corpo, como Congregação. Não existe cristão “autônomo”, e é por isso que, como cristão, eu preciso me esforçar para integrar as outras pessoas dentro do Corpo de Cristo. Por isso é muito importante a tarefa missionária de integrar as pessoas com Deus e com a igreja. É nesse sentido que em Deuteronômio está escrito:
Reunam o povo, homens, mulheres e crianças, e os estrangeiros que morarem nas suas cidades, para que ouçam e aprendam a temer o Senhor, o seu Deus, e sigam fielmente todas as palavras desta lei. (Deuteronômio 31.12)
Portanto, eu entendo que umas das principais tarefas da igreja é CONGREGAR, reunir as pessoas com o único propósito de glorificar a Deus. O salmista entendeu a importância disso quando ele escreve: Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união! (Salmo 133.1). O autor de Hebreus também escreve: Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns (Hb. 10.25). Uma outra versão traz: Não deixemos de reunir-mos com igreja.
Mas a Igreja não é formada de pessoas perfeitas e certinhas, politicamente corretas e sem defeitos. A Igreja é formada por pessoas diferentes, que pensam de maneiras diferentes, falam de maneiras diferentes, se vestem de maneiras diferentes, e isto é assim, porque não somos nós que escolhemos os nossos irmãos na fé, mas é Deus quem escolhe os seus filhos. É aqui que surge um grande problema. Quando as pessoas são diferentes da maioria, ao invés de congregar, a igreja então passa a segregar, a isolar e evitar contato com aquele que é diferente. E quando isso acontece, a igreja perde o sentido!
O maior mandamento que Deus nos deixou é: Amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo. Mas como é fácil amar o próximo que se parece comigo, que pensa, fala, age e se veste como eu. O problema é que o próximo que Jesus nos ensinou a amar nem sempre se parece comigo. As vezes, o próximo que Jesus pede para eu amar e congregar com ele é alguém que eu jamais chegaria perto ou trocaria algumas palavras.
Já ouvi muitos cristãos falando mal de algumas pessoas por serem diferentes ou por não se adequarem ao comportamento legalista de alguns outros poucos. Já vi gente segregando adolescentes e jovens por causa do estilo de roupa ou algum comportamento que foge da “regra” legalista de alguns. Quando isso acontece, a segregação toma o lugar da congregação. E essas pessoas que falam mal, dificilmente sentam para conversar com aqueles que são diferentes ou sequer oram por eles. Falar mal é muito fácil. Segregar determinado tipo de pessoa é muito fácil. Mas foge totalmente daquilo que Cristo ensinou.
Adolescentes que são comumente criticados pela maioria, a partir do momento que se batizaram e fizeram sua pública profissão de fé, são de responsabilidade da Igreja e nós precisamos aprender a congregar juntamente com eles. Ao invés de falar mal, sentar e conversar, orar, ao invés de segregar, congregar, ao invés de afastar, aproximar. Precisamos aprender a lidar com o diferente, porque a Igreja é formada por pessoas diferentes. Precisamos aprender a agir como Cristo agia, trazendo as pessoas para perto.
A realidade é que segregar o diferente é muito mais fácil do que congregar com ele. E se entrar alguém cheio de tatuagens e piercings na minha igreja? E se uma prostituta resolver participar das reuniões de oração? E se um homossexual decidir frequentar os cultos? Qual será minha reação? Qual será a reação da maioria? Eles não se vestem como eu, eles não se comportam como eu e muito menos pensam como eu. Será que eu consigo ama-lo sem olhar a aparência? Será que eu consigo congregar com ele sem preconceito? Acho bem mais fácil segregar, evitar contato, e depois falar mal deles para os irmãos mais “santos”, “certinhos”, que pensam como eu penso!
Assim nós criamos uma igreja “perfeita” onde todo mundo pensa igual, fala igual, se veste igual, mas que perdeu a essência, perdeu o foco da missão. Começamos a selecionar os crentes que farão parte de tal igreja, montamos uma seleção apenas com os “melhores crentes”, e então está tudo bem! Somos felizes no nosso pequeno mundinho perfeito, enquanto Cristo está lá do lado de fora, se encontrando com os marginalizados, com aqueles que são diferentes, sentando à mesa com os que ninguém quer sentar, congregando com aqueles que a igreja tem segregado! Deus continua em missão no mundo, salvando o perdido, curando o enfermo e se relacionando com o diferente. E Ele quer fazer isso através da Igreja, mas nós só vamos conseguir agir como Cristo, se aprendermos a amar.
Thiago Machado Silva